Mostrar mensagens com a etiqueta O mundo em que vivemos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta O mundo em que vivemos. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 6 de maio de 2008

Distopia Global

Ainda ontem no TeleJornal escutei o António Vitorino a dizer que "acabou o tempo da comida barata". Com a crise no sector energético (aumento do preço do barril de crude) e no mercado imobiliário dos EUA, os investidores que tradicionalmente investiam nestes sectores começaram a investir em bens primários como a agricultura e em sectores energéticos alternativos. Esta especulação leva invariavelmente a um aumento dos preços destes bens. Estas são questões que hoje me preocupam, mas não antevejo, como muitos fatalistas, um mundo distópico a la Mad Max.

Do que tenho observado em notíciários e em artigos de opinião há dois factores aos quais creio que devemos dar alguma atenção:

  1. A sustentabilidade da produção de bens essenciais - o encarecimento da comida tenderá a acentuar as diferenças de classes e entre povos;
  2. A sustentabilidade dos mercados internacionais - as crises financeiras são cada vez mais globais. Parece-me que os mercados de capitais estão a atingir um estado de insustentabilidade de longo prazo.

sábado, 5 de janeiro de 2008

Apocalipse Now?

Na passada quinta-feira (03/01/2008), perto do Bill Baggs Park, na cidade de Maimi, transeuntes incautos puderam presenciar um cenário insólito. Devido a uma inesperada queda de temperatura, choveram iguanas (sim, leram bem, iguanas) em Miami. A primeira imagem que me vem à memória é a famosa cena do "Magnólia" onde começam a chover sapos. Mas iguanas também está bem.

It rains iguanas at Bill Baggs park

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Burocratas

Recentemente tive uma experiência pouco positiva com alguém que tem uma personalidade bastante diferente da minha. Num exercício de introspecção analisei a situação que ocorreu e tentei concretizar quais as diferenças entre as nossas personalidades e como isto motiva e influencia o comportamento de ambos. Já tinha lidado com pessoas assim e sempre me contentei com a resposta da diferença de personalidades sem nunca procurar chegar realmente ao fundo da questão. Desta vez, durante esse exercício cheguei à conclusão que a minha personalidade choca com o tipo de personalidades que etiquetei de "Burocrata".

O Burocrata é um arquétipo que representa alguém que vive do "sistema" e dos processos que alimentam o sistema. Se alguém tentar agilizar o processo, resolver problemas ou ser de alguma forma expedito estará efectivamente a trabalhar contra o Burocrata, na prática retirando-lhe o sustento que o alimenta. Uma das características interessantes de um Burocrata consiste na lida com outros Burocratas. Neste caso, os Burocratas cancelam-se mutuamente, permanecendo ad eternum envolvidos na burocracia que geram, permitindo às restantes pessoas uma convivência tranquila.

Uma vez que se alimentam da burocracia do sistema, o grande objectivo do Burocrata é gerar mais burocracia. Para tal o Burocrata dispõe de diversas ferramentas:

  • Controlo dos canais de comunicação: O objectivo é saturar estes canais, impedindo uma comunicação eficaz entre as mútiplas partes, garantindo que esta apenas pode ser realizada através do Burocrata;
  • Criação de situações de dependências circulares: O objectivo é inibir completamente o sistema sem o saturar. Por exemplo: A precisa de algo de B, B para dar a A o que este pediu precisa de algo de A, que apenas lho pode dar depois de B lhe dar o que pediu inicialmente;
  • Incremento do sistema: O objectivo é tornar o sistema tão complexo quanto possível de forma a que apenas o Burocrata tenha completo conhecimento do mesmo.

As ferramentas do Burocrata não se limitarão apenas a estas. Estas foram apenas as que ao longo do tempo já observei em primeira mão.

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

O Túnel

Tenho um cliente que "mora" no centro de Lisboa, pelo que geralmente faço a travessia da A5, passando no túnel do Marquês. Cada vez que passo neste túnel observo o seguinte: Dada a inclinação do túnel, qualquer carro adquire uma velocidade superior à permitida naquele troço (50 Km/h) mesmo sem acelerar, obrigando os condutores, efectivamente, a travar para não ultrapassar o limite de velocidade. O que acontece comigo é que, neste percurso, passo mais tempo a olhar para o velocímetro para controlar a velocidade do que a olhar para os carros da frente. Acho que o limite de velocidade neste troço, para além de despropositado, é inclusivamente perigoso.

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Tecnologia, Entretenimento e Design

O TED (Technology, Entertainment and Design), é uma conferência anual que desafia pensadores, criadores e criativos e, de uma forma geral, personalidades interessantes a fazerem as apresentações das suas vidas em 18 minutos.

O objectivo desta conferência é "Partilhar Ideias" e, ao longo dos anos (esta conferência teve a sua primeira edição em 1984), tem-no feito através de personalidades como Al Gore, Jane Goodall, Chris Bangle (o responsável de design da BMW, que tive já oportunidade de escutar ao vivo), Jeff Bezos (criador e CEO da Amazon), Bono (sim, dos U2), Richard Branson ou Bill Clinton. No fundo pessoas com experiências de vida e perspectivas sobre a mesma bastante diferentes. O painel de oradores contempla ainda músicos, designers, monges budistas, economistas e advogados. Enfim, um rol praticamente infindável de personalidades.

Aconselho vivamente a darem uma vista de olhos pelo site. Acreditem que vale a pena. São tantas as apresentações que estão disponíveis (e geralmente apenas disponibilizam as melhores) e os tópicos são tão interessantes que para mim o mais difícil é escolher qual ver primeiro.

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Menos chumbos por faltas

Já quando o Miguel escreveu sobre este assunto me apeteceu contribuir com o meu quinhão de sabedoria popularucha. Como hoje vi no telejornal mais uma referência ao assunto, lá me decidi a escrever este post.

Para mim a questão fundamental não é necessariamente quem beneficia ou não desta medida. Por uma questão de princípio acho que todos devem ter as mesmas oportunidades. Assim sendo, se querem criar provas de recuperação para quem chumba por faltas então que estas sejam uma oportunidade para todos, seja para melhoria de nota, seja para recuperar quem foi assíduo, se esforçou e não teve o aproveitamento que se esperava ou que teve mais dificuldades na matéria. Nesse cenário estas provas seriam mais como um exame final, opcional para quem passou.

Neste caso, questiono-me se continuará a fazer sentido o controlo da assiduidade. Das duas uma, ou as faltas servem para garantir a assiduidade pelo simples facto de a avaliação ser contínua, ou se a avaliação/recuperação (ainda não consegui perceber a subtileza da diferença) é efectuada no final independentemente da presença, então o seu controlo deixa de fazer sentido.

O Miguel levanta ainda um ponto legítimo. Qualquer um pode ter um azar na vida, mas creio que, nesse caso, estas situações (que não creio serem generalizadas) devem ser analisadas caso a caso e não creio que criar uma generalização para tratar casos particulares seja proveitoso para ninguém.

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Risco Zero - Assustador

Acabo de ler uma notícia que mais do que me deixar perplexo (hoje em dia já começo a acreditar em tudo), deixa-me assustado.

Segundo o Diário Digital citando uma notícia publicada no Público na passada sexta-feira (02/11/2007), o MAI está a estudar um sistema de diferenciação entre condutores que envolve a aplicação de um dístico de forma bem visível na viatura indicando o tipo de condutor (condutor de alto, médio ou baixo risco). Isto faz-me lembrar que, não há muito tempo, houve que se lembrou de implementar um sistema de diferenciação de pessoas através da aplicação de dísticos bem visíveis (estrelas amarelas).

Já agora uma pergunta. Então e famílias que partilham o mesmo carro, hein? Têm vários dísticos ou sugerem uma cor mista, por exemplo um vermelho-esverdeado (muito patriótico por sinal)?

Podem ler a notícia completa aqui!

São este tipo de notícias que me causa calafrios. Citando o Santana Lopes: "Está tudo louco!"